Músicas pirateadas tendem a ser as mais populares

Depois de apresentarmos algumas notícias onde supostos grupos cívicos defendem os delicados e preciosos direitos de autor, chega a público esta notícia que não podíamos de deixar de partilhar:
Os sites de partilha de ficheiros ajudam os artistas pop a tornarem-se mais populares. As músicas mais pirateadas tendem a ser as líderes dos tops da especialidade, revela um estudo realizado pela PRS for Music.
O estudo sugere que os sites de partilha de ficheiros estão a tornar-se uma alternativa às estações de rádio, enquanto meio para ouvir música.
Realizada para analisar os novos padrões de consumo de música, a pesquisa teve por objectivo verificar se era possível tirar alguma lição para qual o caminho a seguir neste mercado. Muitos alegam que a variedade de escolhas na Internet pode dar origem a novos modelos de distribuição.
Segundo os autores do estudo, «a maior parte do volume (de vendas ou trocas) está concentrada em pequenas porções nas faixas disponíveis». Tal deve-se ao excesso de escolha existente nos sites de partilha.
A amplitude das músicas disponíveis, significa que as pessoas não têm tempo ou não querem pesquisar entre a enorme lista de temas aqueles que são os seus preferidos. Em vez disso, limitam-se a ouvir os que estão imediatamente acessíveis ou os que lhes são enviados pelos amigos.
O relatório revela ainda que, apesar de as músicas serem gratuitas, os utilizadores destes sites não ouvem títulos de artistas desconhecidos, pelo que este não é um bom meio para lançar novas bandas.
Fonte: Sol
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[...] O PPP e a JPP defendem a livre partilha da cultura e da informação. Faz sentido na idade da informação e da tecnologia, que a livre partilha de informação seja feita com a maior rapidez e facilidade, e por isso consideramos que quem faz downloads, seja de músicas, jogos ou e-book’s não pode ser acusado de cometer seja que crime for. Actualmente em Portugal apenas o upload de conteúdo protegido por direitos de autor pode ser considerado ilegal. Não é segredo nenhum que são feitos milhares de downloads diariamente de informação protegida por direitos de autor, mas isso trás igualdade, diminuindo a distancia entre os mais ricos e os mais pobres, pois ambos podem dispor de musicas, livros, etc, gratuitamente. A JPP quer por essa razão e muitas outras, legalizar a partilha da informação e cultura, para que todos possam ter acesso à educação e a cultura livremente. Apoiamos também o software livre e outros conteúdos que contêm licenças livres (http://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7a_livre), e que esses sejam usados nas escolas e instituições publicas, poupando dinheiro em licenças muitas vezes com alternativas mais eficientes. Tudo isto porque o download não prejudica os verdadeiros autores, como os lobbies das editoras tanto apregoam, apenas as prejudicando a elas que mal pagam aos artistas que supostamente “protegem” e ainda inflacionam os preços dos conteúdos culturais. Um pormenor interessante é que as musicas pirateadas tendem a ser as mais famosas segundo um estudo levado a cabo pela PRS for Music. (http://partidopiratapt.eu/arquivos/51). [...]