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	<title>Movimento Partido Pirata Português &#187; Direito</title>
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		<title>Bufos Reais</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 08:00:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bufos Reais, ou Como o Programa de Governo possibilita a implementação de um Novo Estado Big Brother mais invasivo que o regime do Estado Novo. &#160; Foi divulgado na semana passada o Programa do XIX Governo Constitucional, e o Movimento Partido Pirata Português não podia deixar de o escrutinar cautelosamente. É já praticamente no fim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><h1 id="internal-source-marker_0.825694516999647" style="text-align: center;" dir="ltr"><span style="font-family: georgia, palatino;"><em><span style="font-size: xx-large;">Bufos Reais,</span></em></span></h1>
<h3 style="text-align: center;" dir="ltr"><span style="font-family: georgia, palatino;"><em>ou</em></span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino;"><em> Como o Programa de Governo possibilita a implementação de um</em></span><br />
<span style="font-family: georgia, palatino;"><em> Novo Estado Big Brother mais invasivo que o regime do Estado Novo.</em></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/07/revisaoconstitucionalmira.png"><img class="alignright size-full wp-image-968" title="revisaoconstitucionalmira" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/07/revisaoconstitucionalmira.png" alt="" width="256" height="192" /></a>Foi divulgado na semana passada o <a href="http://economico.sapo.pt/public/uploads/PROGRAMA_DO_XIX_GOVERNO_CONSTITUCIONAL.pdf" target="_blank">Programa do XIX Governo Constitucional</a>, e o Movimento Partido Pirata Português não podia deixar de o escrutinar cautelosamente.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">É já praticamente no fim, na página 126 que encontramos um parágrafo especialmente perturbador no que respeita ao direito à reserva da intimidade da vida privada de todos os cidadãos, protegida pelo <a href="http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx#art26" target="_blank">artigo 26º da Constituição da República Portuguesa</a>, e mais uma vez com a desculpa da “pirataria”:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;" dir="ltr"><em>“O Governo compromete-se, num prazo razoável de seis meses a um ano, a elaborar legislação sobre o combate às várias formas de pirataria  – e a promover regulação eficiente e <strong>mecanismos de monitorização</strong> de acordo com as estratégias entretanto definidas pela Comissão Europeia.”</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-computer-surveillance.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1684" title="big-brother-computer-surveillance" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-computer-surveillance.jpg" alt="" width="276" height="173" /></a>Tal como a maior parte do Programa do Governo este parágrafo é suficientemente vago para que as verdadeiras intenções nele escondidas passem despercebidas aos mais desatentos.</p>
<p style="text-align: justify;">E perguntarão vocês: «Qual o verdadeiro significado de “<em><strong>monitorização</strong></em>” no dicionário do PSD e de que “<em><strong>mecanismos</strong></em>” estarão a falar?»</p>
<p style="text-align: justify;">Para compreender melhor o significado deste parágrafo temos de recuar 2 anos para ouvir as intervenções do ex-director geral da Polícia Judiciária e deputado do PSD, Fernando Negrão, na reunião plenária da Assembleia da Republica de 9 de Julho de 2009:</p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;" dir="ltr"><em>“Porque é que não foi contemplado neste diploma, a possibilidade das entidades de investigação criminal <strong>introduzirem aquilo a que podemos designar um Cavalo de Tróia informático</strong> em determinado <strong>sistema que esteja sob investigação</strong> para poder <strong>obter informação contínua e em tempo real</strong> e facilitar as investigações criminais designadamente através dos meios informáticos.”</em></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: justify;" dir="ltr"><em>“Porquê não a <strong>criação de um novo tipo legal de crime</strong> que facilitaria a investigação criminal no sentido de <strong>introduzir Cavalos de Tróia informáticos nos sistemas informáticos</strong> no sentido de facilitar a investigação criminal.”</em></p>
<p><center><object width="425" height="349">
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<a href="http://www.livestream.com/partidopirataportugues/video?clipId=flv_f43f3ef8-5b00-4035-b360-4ef6a045ed0a" target="_blank">Debate completo da Proposta de Lei 289/X/4</a></center></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/trojan-horse2.jpg"><img class="size-full wp-image-1690 alignleft" title="trojan-horse2" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/trojan-horse2.jpg" alt="" width="203" height="162" /></a>Ou seja, o que é proposto de uma forma vaga sob a designação de “<em><strong>mecanismos de monitorização</strong></em>” é, a confiar nas palavras do próprio PSD, nada mais nada menos que a possibilidade de instalar nos computadores pessoais, de uma forma encapotada e pelos mesmos meios que são espalhados os vírus informáticos, software que permita ao Estado espiar tudo o que os Cidadãos fizerem na sua vida privada.</p>
<p style="text-align: justify;">Perguntarão de novo: «Mas isto não é só para “<em><strong>sistemas que estejam sob investigação</strong></em>”? E não é só para casos criminais? Porque é que todos nós estaríamos sob vigilância?»</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/download.jpg"><img class="size-full wp-image-1691 alignright" title="download" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/download.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a>A resposta é dada pela perversão maquiavélica da Lei através da repetição ad nauseam de noções completamente erradas do que constitui um certo tipo de crime e de quem o pratica,<br />
O que permite que todos os Cidadãos sejam suspeitos, e portanto possam ser colocados sob vigilância permanente, é a repetida falácia a que se achou por bem chamar de “<strong>downloads ilegais</strong>”. Os lobbies das industrias distribuidoras de conteúdos inventaram este termo falso e fazem pressão desde há muito tempo para que os políticos legisladores o adoptem como uma realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A realidade é que não existe qualquer fundamento legal para que um “<strong>download</strong>” possa sequer ser considerado ilegal! E desafiamos quem quer que seja a provar o contrário com os artigos específicos da Lei Portuguesa que o sustentem!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/pirteradio.jpg"><img class="size-full wp-image-1688 alignleft" title="pirteradio" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/pirteradio.jpg" alt="" width="198" height="255" /></a>O que existem, e apenas por inferência lógica, são “<strong>uploads</strong>” ilegais! Um exemplo extremamente simples para compreender a diferença é o das rádios piratas do final do século XX. As rádios piratas cometiam uma ilegalidade ao transmitir musicas sem a autorização devida. O que elas faziam era um “<strong>upload</strong>” ilegal através das ondas hertzianas e, uma vez difundido esse “<strong>upload</strong>”, qualquer pessoa com um simples rádio podia fazer um “<strong>download</strong>”, perfeitamente legal, através das ondas hertzianas e ouvir essas músicas. Ninguém era pirata por ouvir ou cometia qualquer ilegalidade ao fazê-lo, não havia “<strong>downloads ilegais</strong>”.<br />
O que se passa hoje em dia só precisa que se troque “ondas hertzianas” por “internet”, mas uma coisa permanece imutável, a não existência, com qualquer base legal, dos mal-afamados “<strong>download ilegais</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente a maior parte dos políticos que temos são facilmente influenciáveis quando os seus interesses pessoais são estimulados ou postos em causa, como prova este governo ao sucumbir às movimentações de ultima hora contra a nomeação de Bernardo Bairrão como secretário de estado, e a pressão dos lobbies é, e será sempre, incansável e implacável.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-is-watching-you3.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1696" title="big-brother-is-watching-you3" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-is-watching-you3.jpg" alt="" width="223" height="230" /></a>Sendo assim, a falácia dos “<strong>downloads ilegais</strong>” e a noção de que todos se podem tornar suspeitos de o fazer com uma mera denuncia, de quem quer que seja e contra quem quer que seja, permite que todos possam ser “<em><strong>monitorizados</strong></em>” já que a usurpação de direitos de autor é crime, e como tal, sujeito a investigação criminal.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora que o “quê” e o “porquê” da “<em><strong>monitorização</strong></em>” estão explicados, convêm explicar também com mais detalhe o “quem” e o “como”.</p>
<p style="text-align: justify;">«Sabemos que será por “<strong><em>Cavalos de Tróia informáticos</em></strong>”, mas quem os entregará? E não seriam identificados pelos antivírus e software similares?»</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1692" title="financas" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/financas.jpg" alt="" width="229" height="215" /></p>
<p style="text-align: justify;">O “quem”, sendo na sua forma mais abrangente o próprio Estado, pode em particular ser qualquer meio informático sob o controle do Estado. A partir desse momento, qualquer site do Estado, ou qualquer email oficial de uma entidade do Estado poderá ser usado como “<em><strong>Cavalo de Tróia</strong></em>” para difundir os “<em><strong>mecanismos de monitorização</strong></em>”. Porque o objectivo é mesmo esse, o da dissimulação através de meios legítimos, e não seria um email da Policia Judiciaria a desejar as Boas Festas o meio mais insuspeito.<br />
No entanto terá de haver, com certeza, algum tipo de protocolo de entendimento com as empresas criadoras de software antivírus, ou até a ilegalização desse software caso não colabore, e identifique os “<em><strong>mecanismos de monitorização</strong></em>” do Estado, por obstrução à justiça. Na prática já não poderemos confiar no Estado ou sequer que os antivírus protejam a integridade e como tal a privacidade dos nossos computadores pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1679 alignright" title="trojan-horse6" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/trojan-horse6.jpg" alt="" width="225" height="207" /></p>
<p style="text-align: justify;">«E “como” é que será feita essa “<em><strong>monitorização</strong></em>”?»</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, aqui a resposta pode ser do mais intimidatório possível, porque na prática o “<em><strong>mecanismo</strong></em>” distribuído pelo “<em><strong>Cavalo de Troia</strong></em>” será um programa informático como outro qualquer e como tal capaz de usar todas as capacidades do seu computador pessoal para o espiar:</p>
<ul>
<li>Poderá registar tudo o que seja escrito no seu teclado;</li>
<li>Poderá dar acesso remoto ao seu sistema de ficheiros para que possam abrir todos os seus documentos, imagens, vídeos e ficheiros de som (mas também apagar, criar ou enviar novos ficheiros);</li>
<li>Poderá dar acesso remoto ao seu desktop para verem tudo o que você faz e vê;</li>
<li>Poderá dar acesso remoto ao microfone do seu computador, para ouvirem tudo o que você diz;</li>
<li>Poderá dar acesso remoto à câmara do seu computador, para o verem a si e a tudo o que estiver no campo de visão;</li>
<li>Poderá fazer pesquisas automáticas em todos os seus documentos por palavras chave no nome ou conteúdo e lançar alertas automáticos;</li>
<li>Poderá fazer isto tudo e muito mais que só as mentes mais perversas possam imaginar.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, uma pergunta crucial: «O que é que garante que tal sistema não será abusado?»</p>
<p><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-is-watching-you6.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1702" title="big-brother-is-watching-you6" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-is-watching-you6.png" alt="" width="200" height="293" /></a>A resposta pura e dura: NADA!</p>
<p style="text-align: justify;">Seja por funcionários indiscretos que pratiquem um voyerismo doentio ou tenham vinganças pessoais que podem ser satisfeitas, por exemplo colocando ficheiros incriminatórios nos computadores dos seus alvos seguidos de denuncia.<br />
Seja por poderes políticos ocultos infiltrados na máquina do Estado que desejem denegrir os seus adversários políticos ou obter segredos dos mesmos.<br />
Seja por Crackers maliciosos, que em menos de nada vão quase de certeza quebrar o sistema e já nem vão precisar de estar a distribuir os seus próprios virús e outros malwares para poderem apropriar-se de informações de contas bancárias, instalarem proxies por onde possam cometer os seus ataques, ou terem uma legião de máquinas ao seu dispor para qualquer chantagem a terceiros.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-1681" title="big-brother-is-watching-you4" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/07/big-brother-is-watching-you4.jpg" alt="" width="194" height="256" /></p>
<p style="text-align: justify;">O que é certo é que o sistema vai ser abusado mais cedo ou mais tarde, e muitos acabarão por ser acusados e talvez condenados por actos que nem sequer tenham praticado.<br />
O que é certo é que a nossa Democracia e todos nós vamos sofrer com isso, de uma maneira ou de outra.<br />
O que é certo é que esta proposta é em si própria um “<em><strong>Cavalo de Tróia</strong></em>” que, sob a desculpa do combate à pirataria de conteúdos, prevê a implementação de um Estado Big Brother, fazendo dos computadores pessoais Bufos cibernéticos, como descrito pelo ex-director geral da Polícia Judiciária, e que faria corar de vergonha a PIDE e o seus sistema de vigilância por Bufos humanos.<br />
O que é certo é que, com um Presidente, uma maioria e um governo, já se cumpriu um velho sonho de Direita neste novo Estado em que o Direito dos Cidadãos é posto em causa, porque com a promessa bem real destes incansáveis Bufos pessoais deixaremos para trás a velocidade da tartaruga que imperava desde o 25 de Abril e começaremos agora a caminhar a Passos de Lebre para uma Ditadura total neste admirável mundo novo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/01/200pxpiratpartietsvg.png"><img class="size-full wp-image-1262   alignleft" title="Simbolo do PPP" src="http://www.partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/01/200pxpiratpartietsvg.png" alt="Simbolo do PPP" width="120" height="120" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Nós não somos de Direita, não somos de Esquerda, não somos do Centro, somos sim do Todo que é este Portugal, assentes numa pluralidade de ideais para além das nossas bandeiras declaradas, mas somos acima de tudo Democratas e recusamos aceitar um regresso à opressão psicológica do passado, em que nada se podia dizer com medo da repressão Estatal, agravado agora pela impossibilidade de nada sequer do que se pensa poder ser guardado com segurança no que nos é pessoal e intransmissível.</p>
<p style="text-align: justify;">Não deixes que tal aconteça! Junta-te a nós! Divulga e <a href="http://www.partidopiratapt.eu/assinaturas" target="_blank">assina</a> por um futuro livre!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;">Constituição da República Portuguesa</h3>
<h4 style="text-align: center;" dir="ltr">Artigo 26.º<br />
Outros direitos pessoais</h4>
<ol>
<li style="text-align: justify;"><em><strong>A todos são reconhecidos os direitos</strong> à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, <strong>à reserva da intimidade da vida privada e familiar</strong> e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.</em></li>
<li style="text-align: justify;"><em><strong>A lei estabelecerá garantias efectivas contra a obtenção e utilização abusivas</strong>, ou contrárias à dignidade humana, <strong>de informações relativas às pessoas e famílias</strong>.</em></li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: center;"><span style="font-size: 15px; font-weight: bold;">Declaração Universal dos Direitos Humanos</span></h3>
<h4 style="text-align: center;" dir="ltr">Artigo 12.º</h4>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr"><em><strong>Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência</strong>, nem ataques à sua honra e reputação. <strong>Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.</strong></em></p>
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		<title>INE abre caminho ao “Big Brother” Português</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 12:45:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mouno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) autorizou, a 24 de Março de 2011, o Instituto Nacional de Estatística (INE) a efectuar o tratamento de dados pessoais para o Censos 2011, no que ficará provavelmente para a história, como a mais desastrosa recolha de dados alguma vez realizada por este instituto. Apesar desta autorização ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p id="internal-source-marker_0.03997201123274863" style="text-align: justify;"><img title="INE" src="/wp-content/uploads/2011/04/n_logotipo.gif" alt="Instituto Nacional de Estatística" width="380" height="58" /></p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.cnpd.pt/">Comissão Nacional de Protecção de Dados</a> (CNPD) autorizou, a 24 de Março de 2011, o <a href="http://www.ine.pt/">Instituto Nacional de Estatística</a> (INE) a efectuar o tratamento de dados pessoais para o <a href="https://censos2011.ine.pt/" class="broken_link">Censos 2011</a>, no que ficará provavelmente para a história, como a mais desastrosa recolha de dados alguma vez realizada por este instituto. <img class="aligncenter" title="CNPD" src="/wp-content/uploads/2011/04/cnpd.gif" alt="Comissão Nacional de Protecção de Dados" width="334" height="105" /><span id="more-1521"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" title="Censos 2011" src="/wp-content/uploads/2011/04/censos2011.png" alt="Censos 2011" width="220" height="131" />Apesar desta <a href="http://www.cnpd.pt/bin/decisoes/aut/10_2600_2011.pdf">autorização</a> ter sido emitida, ao analisar-se a cronologia dos factos, torna-se evidente a desleixada actuação do INE, pois o motivo pelo qual a autorização da CNPD foi emitida durante o decurso dos Censos deve-se ao facto da notificação, por parte do INE, ter ocorrido em “momento bastante tardio”. Resumindo, o INE esteve a recolher dados sem a devida autorização. Se juntarmos ainda as irregularidades que são apontadas, pela CNPD, relativamente à recolha de dados sensíveis, verificamos que o INE não só desrespeita a autorização como desrespeita os portugueses, uma vez que não os informou devidamente nem “do carácter obrigatório ou facultativo das respostas” nem do “direito de acesso e de rectificação” dos dados.</p>
<p id="internal-source-marker_0.07026238483376801" style="text-align: justify;"><img class="alignright" title="Censos 2011" src="/wp-content/uploads/2011/04/censos2011b1.png" alt="Censos 2011" width="270" height="162" />Já se previa este desfecho, tendo em conta que estas mesmas irregularidades já tinham sido apontadas a 28 de Fevereiro de 2011, aquando da <a href="http://www.cnpd.pt/bin/decisoes/aut/10_1308_2011.pdf">autorização</a> da CNPD ao inquérito piloto dos Censos. Importa salientar que o inquérito piloto teve o seu “momento censitário marcado para o dia 12 de Abril de 2010 e a recolha de dados no terreno terminou no final de Maio de 2010”, ou seja, mais uma vez, o INE primeiro realizou a recolha e só posteriormente notificou a CNPD. Por isso surge a pergunta de qual o verdadeiro propósito da realização desta operação de teste? Aparentemente serviu como simulacro, mas não era garantidamente para assegurar os direitos relativos à privacidade dos cidadãos, visto que, na altura em que foi feito o pedido à CNPD, os inquéritos definitivos já se encontravam impressos, como se pode verificar na autorização ao inquérito piloto e que contraria as <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1824830">recentes afirmações</a> por parte do INE de que os erros presentes e a sua não remoção seriam fruto da demora da CNPD em emitir a sua decisão relativa ao questionário. As notificações, tanto a do piloto como a do definitivo, foram portanto meramente formais e com total desinteresse por qualquer eventual objecção levantada pela CNPD.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante ver a entidade que vai tratar os dados de toda a população portuguesa, demonstrar nos seus actos tamanha despreocupação para com o teor sensível dos dados que recolhe. Espera-se apenas que na confidencialidade com que se compromete não se ressinta da mesma leveza e lhe conceda o cuidado a que é obrigada por lei a ter. E neste momento nada garante que assim seja, porque o INE ainda não notificou a CNPD nem se conhece o “conjunto de medidas técnicas e organizativas postas em prática para proteger os dados pessoais registados nas suas bases de dados”.</p>
<p><a href="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-individual.png"><img class="alignnone" title="Questionário Individual" src="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-individual.png" alt="Questionário Individual" width="141" height="199" /></a> <a href="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia.png"><img class="alignnone" title="Questionário de Família" src="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia.png" alt="Questionário de Família" width="141" height="199" /></a> <a href="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia-2.png"><img title="Questionário de Família 2" src="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia-2.png" alt="Questionário de Família 2" width="142" height="202" /></a> <a href="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia-institucional.png"><img title="Questionário de Família Institucional " src="/wp-content/uploads/2011/04/Questionario-familia-institucional.png" alt="Questionário de Família Institucional " width="141" height="199" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém nega a importância dos censos como uma ferramenta essencial para – e usando as palavras deste instituto – “tirar uma fotografia” dos portugueses, mas este ano, o que estão a pedir não é só a “fotografia”: É a “fotografia”, o nome, a morada, a orientação sexual, com quem vivemos e a religião, sendo que o único bom senso – talvez por ser senso comum – foi permitir que esta última fosse facultativa. Para além disso, há uma situação que não foi ainda referida:</p>
<p style="text-align: justify;">Já alguém se questionou sobre o porquê de este ano os censos não serem anónimos?</p>
<p style="text-align: justify;">O INE <a href="https://censos2011.ine.pt/ecensoswebaux/PerguntasFrequentes.aspx" class="broken_link">justifica-se</a>:</p>
<ul>
<li>“Porque é necessário localizar as residências em áreas específicas”; Então para que servem os códigos nos inquéritos, não definem já uma área em concreto?</li>
</ul>
<ul>
<li>“Porque necessitamos de saber a quem nos dirigimos em caso de dúvida”; Então as ameaças de multa que se ouviram durante os primeiros dias dos Censos 2011 não são suficientes para que as pessoas respondam com toda a clareza? Porque é que o INE há-de duvidar das informações prestadas se não há cruzamento de dados, nem forma de avaliar a veracidade das respostas?</li>
</ul>
<ul>
<li>“Porque os nomes ajudam a confirmar as relações de parentesco entre os vários membros da família”; Facilmente se contornava esse problema usando um sistema de códigos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Mas estas justificações são as “politicamente correctas” e omitem a grande verdade:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" title="Privacidade" src="/wp-content/uploads/2010/02/1265340572-215x300.png" alt="Privacidade" width="237" height="331" />O INE pretende, pela primeira vez na sua história, fazer uma “integração dos dados recolhidos em 2011 com os provenientes de fontes administrativas”, ou seja, interligar os dados recolhidos nestes censos com os dados das Finanças, Segurança Social, etc. E pretende fazê-lo ao abrigo do <a href="https://dre.pt/pdf1sdip/2009/09/17800/0626506270.pdf">Decreto-Lei n.º 226/2009 de 14 de Setembro</a>, aprovado especificamente para o Censos 2011, decreto esse que a CNPD considera ter sido legislado sem ter em consideração as implicações em termos de privacidade e aponta também, relativamente a uma base de dados desta natureza, o “perigo exponencial” que pode representar.<br />
Não nos restam muitas dúvidas, aquilo a que estamos a assistir é à criação de um sistema que permitirá a quem tiver acesso a estes dados, um controlo apertado sobre a vida de qualquer cidadão e parece ser a CNPD a única a dar-se conta disso.</p>
<p style="text-align: justify;">Para finalizar, lembrem-se que a resposta nunca é &#8220;não tenho nada a esconder&#8221;. Essa resposta assume que não importa quem vai, ou o que vão fazer com os vossos dados no futuro. Essa resposta inclui a aceitação de uma vigilância permanente. Essa resposta implica a total submissão ao inquiridor.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
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		<title>Novo ataque da ACAPOR à privacidade</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 06:15:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ontem, dia em que se comemorou o nascimento da Internet, a Associação do Comércio Audiovisual, de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) teve a infeliz ideia de mais uma vez atentar contra este meio de comunicação. Uma vez mais a ACAPOR entregou na Procuradoria-Geral da República mil endereços IP de cidadãos que segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: justify;"><img class="alignleft" title="Acapores" src="/wp-content/uploads/2011/04/dvdqw.jpg" alt="Acapores" width="234" height="304" />Ontem, dia em que se comemorou <a href="http://www.wired.com/science/discoveries/news/2007/04/dayintech_0407" target="_blank">o nascimento da Internet</a>, a Associação do Comércio Audiovisual, de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) teve a infeliz ideia de mais uma vez atentar contra este meio de comunicação.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez mais a ACAPOR entregou na Procuradoria-Geral da República mil endereços IP de cidadãos que segundo esta foram  “<a href="http://www.acapor.pt/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=82:acapor-ja-entregou-mais-1000-denuncias&amp;catid=1:latest-news&amp;Itemid=55" target="_blank" class="broken_link">detectados a partilhar de forma ilegal obras cinematográficas protegidas por Direitos de Autor</a>.” O Partido Pirata Português relembra que esta associação não é um <a href="http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=96&amp;did=149959" target="_blank">juiz de direito</a> e por isso não tem qualquer legitimidade para recolher dados<span id="more-1480"></span> com o intuito de promover consequentes processos criminais. Aliás em Portugal vigora o princípio processual penal da oficialidade, ou seja, o exercício da acção penal compete ao Ministério Público. Outro princípio penal que relembramos é o <em>in dubio pro reo </em>- o IP não identifica ninguém individualmente, mas sim uma ligação à rede, é falível que um IP identifique uma pessoa, tal só é possível acompanhado de data e hora e ainda assim não se pode concluir que a pessoa tenha ou não tenha autorização para partilhar o conteúdo. Portugal pauta-se pelo <a href="http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx#art32" target="_blank"><strong>PRINCÍPIO DA INOCÊNCIA</strong></a> e não pelo princípio de se considerar todos culpados até prova em contrário em defesa de interesses comerciais. A ACAPOR arrisca-se, aliás, a dar um tiro no próprio pé, uma vez, que esta já admitiu <a href="http://www.publico.pt/Tecnologia/acapor-entrega-para-a-semana-mais-mil-queixas-por-partilha-ilegal_1487564" target="_blank">não deter os direitos dos filmes</a> e portanto o seu IP deverá constar dessa lista.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta constante violação da privacidade não é admissível e portanto o PPP denunciou e aconselha todos os portugueses a <a href="http://www.forum.partidopiratapt.eu/index.php/topic,1522.0.html" target="_blank">denunciar esta situação</a> de modo a que seja travada e se tirem as devidas responsabilidades de quem viola a <a href="http://www.cnpd.pt/bin/legis/nacional/lei_6798.htm" target="_blank">Lei da Protecção de Dados</a> pelo “não cumprimento de obrigações relativas a protecção de dados”. Quantos mais cidadãos exercerem do seu  <a href="http://www.publico.pt/Tecnologia/50-queixas-contra-acapor-enviadas-pela-comissao-de-proteccao-de-dados-para-a-pgr_1487889" target="_blank">direito de queixa/reclamação</a> mais garantias se terá que estes actos não cairão em saco roto nem que a culpa morrerá solteira.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter" title="Acapores" src="/wp-content/uploads/2011/04/mapjaaaco.jpg" alt="Acapores" width="300" height="103" /></p>
<p style="text-align: justify;">Em nota final, gostaríamos de lamentar a tentativa de instrumentalizar a justiça de parte da ACAPOR o que é vergonhoso, o respeito pelas instituições democráticas é devido, ainda para mais perante a actual conjuntura da justiça e da sociedade. Precisamos de quem defenda o que é correcto e não de quem procura o &#8220;<a href="http://tek.sapo.pt/noticias/internet/acapor_propoe_se_entupir_os_tribunais_contra_1119008.html" target="_blank">total entupimento dos tribunais</a>” para dar um ar da sua graça, na defesa de um mercado obsoleto e ultrapassado. É por isso igualmente lamentável as declarações confusas e díspares na <a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a544556484c304e50545338784d304e4655304d765231524252454e4655304d765247396a6457316c626e52766330466a64476c32615752685a4756446232317063334e68627938314e47466d4e5755304f53316d4f446c684c5451345a6a4574596a4135597930794e5751354f544533593249325a4467756347526d&amp;fich=54af5e49-f89a-48f1-b09c-25d9917cb6d8.pdf&amp;Inline=true" target="_blank">Assembleia da República</a>, onde foi afirmado na pessoa do seu presidente que &#8220;quando a ACAPOR tomou a iniciativa de apresentar 1000 queixas-crime, foi recebida por dois magistrados que disseram, que apesar de ser um crime público, <strong>o Ministério Público não tinham a incumbência de actuar</strong> nas redes de partilha <strong>e proceder a essa investigação.</strong>” Afirmação que é contrariada pela própria associação <a href="http://www.acapor.pt/site/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=81:comunicado-de-imprensa&amp;catid=1:latest-news&amp;Itemid=55" target="_blank" class="broken_link">quando confrontada com 50 queixas contra si</a>: “tendo inclusivamente indo mais longe dizendo que tal impulso seria “indispensável para a <strong>abertura dos respectivos inquéritos criminais</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons&#8221; (Martin Luther King). É pois tempo de quebrar o silêncio de cada um de nós e GRITAR pelos nossos direitos.<br />
JUNTA-TE A NÓS!<br />
<a href="http://partidopiratapt.eu/assinaturas" target="_blank"><img class="aligncenter" title="Pirata" src="/wp-content/uploads/2011/04/pirata.png" alt="Pirata" width="276" height="391" /></a></p>
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		<title>Síndrome de Estupidez Aguda</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 09:00:16 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como já tinha sido anunciado, a Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) celebrou um protocolo com a Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) no âmbito do combate à pirataria. Até há bem pouco tempo o conteúdo deste acordo foi propositadamente mantido em segredo, tendo a AFP apenas afirmado que se destinava a “dar formação aos agentes do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/AFP.png"><img class="alignright size-full wp-image-1280" style="margin-left: 10px;" title="AFP" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/AFP.png" alt="" width="160" height="191" /></a>Como já tinha sido </span><a href="http://partidopiratapt.eu/arquivos/1184"><span style="text-decoration: underline;">anunciado</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, a </span><a href="http://www.afp.org.pt/"><span style="text-decoration: underline;">Associação Fonográfica Portuguesa (AFP)</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> celebrou um protocolo com a </span><a href="http://www.igac.pt/"><span style="text-decoration: underline;">Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC)</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> no âmbito do combate à pirataria. Até há bem pouco tempo o conteúdo deste acordo foi propositadamente mantido em segredo, tendo a AFP apenas afirmado que se destinava a “</span><a href="http://www.afp.org.pt/noticias.php"><span style="text-decoration: underline;">dar formação aos agentes do IGAC</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">”, o que não é de todo verdade. De modo a apurar o real conteúdo deste protocolo o PPP contactou a IGAC sem nunca obter qualquer resposta. Somente após queixa à </span><a href="http://www.cada.pt/"><span style="text-decoration: underline;">Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA)</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, a IGAC se dignou, finalmente, a responder e a </span><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.igac.pt/?cr=9203">disponibilizar</a></span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> este protocolo como é exigido por lei.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/IGAC.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-1281" style="margin-right: 10px;" title="IGAC" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/IGAC.gif" alt="" width="121" height="130" /></a>Gostaríamos em primeiro lugar de lembrar à IGAC que é um organismo público e que é regido por normas de transparência legais às quais se furtou escandalosamente. Esta atitude acarretava por si só indícios de má fé que vieram a ser confirmados pela posterior análise do protocolo, que aqui resumimos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">A </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Cláusula Segunda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> do protocolo (sobre a </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Fiscalização e actuação relativamente aos serviços de p2p”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">) diz que </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“No quadro da sua acção de fiscalização de infracções à legislação em vigor nos serviços de </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">p2p</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, a IGAC procederá à denúncia dos endereços </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">IP Portugueses que disponibilizem </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">conteúdos musicais protegidos”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, e no entanto a </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Cláusula Quarta”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> (sobre a </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Colaboração da AFP”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">) refere que </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Sempre que for necessário obter </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">autorizações </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">das empresas suas associadas </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">para disponibilizar fonogramas nos serviços de partilha de ficheiros</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> onde vai efectuar a fiscalização, a AFP actuará prontamente no sentido de obter as mesmas e bem assim, </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">os respectivos ficheiros MP3</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">.”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> e ainda mais que </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Relativamente a outros titulares de direitos </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">cuja autorização seja necessária para disponibilizar ficheiros musicais nos serviços de p2p</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, nomeadamente de Autores e de Artistas e Músicos Executantes, a AFP contactará a SPA &#8211; Sociedade Portuguesa de Autores e a GDA &#8211; Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes, CRL, no sentido de </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">obter as necessárias autorizações</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">”.</span></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1287" style="margin-left: 10px;" title="paradoxcube" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/paradoxcube.jpg" alt="" width="200" height="208" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">O que a IGAC se propõe a fazer é o paradoxo legal, de, primeiro obter autorização para disponibilizar ficheiros MP3 em redes P2P, transformando isso num </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">upload</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> legal e depois acusar quem o receber de fazer o chamado “</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">download</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> ilegal”, que não passa de uma mentira à qual os interesses instalados recorrem incansavelmente na tentativa de que passe a ser uma verdade. Para que se perceba melhor o extremo </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oximoro"><span style="text-decoration: underline;">oximoro (do grego </span><span style="text-decoration: underline;"><em>“Estupidez Aguda”</em></span><span style="text-decoration: underline;">)</span></a> <span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">troque-se o meio de difusão, neste caso uma rede P2P na Internet, pelas ondas hertzianas, e seria o mesmo que obter autorização para difundir uma música pela Rádio e depois acusar quem a sintonizar (independentemente sequer de se a grava ou não).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/bittorrentprotocol.gif"><img class="size-medium wp-image-1286 alignleft" style="margin-right: 10px;" title="bittorrentprotocol" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/bittorrentprotocol-300x300.gif" alt="" width="300" height="300" /></a>Apesar desta </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> por parte da IGAC e da AFP, o PPP reconhece outros adjectivos encapotados a esta acção, nomeadamente a intenção </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Manhosa”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> de perseguir um serviço de P2P em particular, por ser o único que pode ser posto em causa devido à sua estrutura de funcionamento, o </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">BitTorrent</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">. De facto, o próprio esquema de funcionamento do </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">BitTorrent </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">implica que qualquer </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">download </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">feito através dele acabe por ser ao mesmo tempo um </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">upload</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> parcial, porque enquanto se recebem bocados das fontes originais também há partilha de bocados com os outros </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">peers</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> que estiverem a fazer</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> download</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> nesse momento.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Pensar que quem fizer </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">download</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> pelo </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">BitTorrent </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">pode incorrer num acto ilegal neste caso em que o IGAC disponibiliza legalmente os MP3 é no entanto outro oximoro. É uma </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> considerar que se possa obter uma qualquer permissão para disponibilizar algo num sistema com determinadas implicações inalteráveis e depois querer acusar alguém por ficar sujeito a elas. Mais uma vez usando um exemplo tradicional, seria o mesmo que obter permissão para difundir uma musica pelas ondas hertzianas, mas só para os “subscritores” de uma Rádio, e depois querer acusar os “não-subscritores” que a sintonizassem (mesmo que em “zapping”). Sim, é um exemplo </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estúpido”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, nós sabemos que não há “subscrições” deste tipo, porque realmente seria uma </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda” </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">se houvesse, e é por isso mesmo que ele serve.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/bittorrent.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1288" title="bittorrent" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/bittorrent-300x83.jpg" alt="" width="300" height="83" /></a>Das duas uma, ou há permissão para o protocolo </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">BitTorrent</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, e como tal tem de abranger a totalidade do mesmo com todas as suas implicações em terceiros ilibando-os de qualquer crime, ou não há, e nesse caso é a própria IGAC que irá incorrer no crime que se diz querer prevenir, ao ser a fonte inicial da partilha, a fonte do </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">upload </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">ilegal</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/agentprovocateur.jpg"><img class="size-medium wp-image-1289 alignleft" style="margin-right: 10px;" title="agentprovocateur" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/agentprovocateur-300x216.jpg" alt="" width="192" height="138" /></a>Mas não ficam por aqui os adjectivos aplicáveis a esta atitude </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Manhosa”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> e de uma </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> que tanto a IGAC como a AFP quiseram a todo o custo ocultar do escrutínio dos portugueses. Mais do que tudo há uma tremenda má fé </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Criminosa” </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">no que estas duas entidades, uma das quais paga pelos nossos próprios impostos, conspiraram contra os cidadãos deste país. De facto o que a IGAC se dispôs a fazer ultrapassa em muito a figura do “agente encoberto”, que recorre a infiltração para recolher provas, e é nada mais nada menos do que a conduta ilegítima personificada na figura de “agente provocador”, por actuar de forma a criar o suposto crime que dolosamente visa imputar a terceiros, que não o cometeriam sem a sua acção directa. É uma atitude que mancha o nome da IGAC pela sua intenção mas que acaba por nem ter qualquer efeito já que a inexistência de crime devido à sua </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> esvazia qualquer figura de “agente” e apenas revela a triste figura a que esta instituição se prestou, no uso dos poderes que nós, Portugueses, através do Estado e dos nossos impostos, lhe conferimos.</span></span></p>
<p><img class="size-full wp-image-1284 alignright" style="margin-left: 10px;" title="IPs" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/IPs.png" alt="" width="195" height="152" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">São no entanto preocupantes estas últimas vertentes </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Manhosas”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> e de má fé </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Criminosa”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, por serem indicativas dos subterfúgios a que estas entidades estão dispostas para obter resultados. Na</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> “Cláusula Segunda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> do protocolo, o número 2 diz que “Entre os meios de prova devem constar </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">amostras de descargas dos ficheiros disponibilizados ilegalmente</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">‘screenshots’ das pastas que contêm os ficheiros disponibilizados por cada utilizador</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, informação sobre data e hora dos ilícitos que estejam a ser praticados, etc”. Ora se em relação às </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">amostras </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">a IGAC as pode obter directamente da AFP, como referido anteriormente na </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Cláusula Quarta”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, a sua utilidade como prova fica sob suspeita dada a óbvia má fé já exibida por ambas as entidades. Mais suspeito e inútil ainda é o recurso ao uso de </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">‘screenshots’</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> como meio de prova, do que quer que seja, já que a facilidade com que se podem adulterar ou até fabricar ultrapassa todos os limites do razoável no que toca ao valor probatório dos mesmos, por muito que se digam autênticos e autenticados, e, como referido no artigo 169º do Código do Processo Penal, a sua validade pode ser fundamentalmente posta em causa por um </span><a href="http://partidopiratapt.eu/beta/torrentScreen.php"><span style="text-decoration: underline;">simples script PHP</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">. (</span><a href="http://partidopiratapt.eu/beta/torrentScreen.php?tname=TudoDePedroAbrunhosa.zip&amp;tsize=666&amp;trecv=13&amp;tc0_ip=66.147.244.213&amp;tc0_client=Agent+Provocateur&amp;tc0_flags=DhXu&amp;tc0_complete=100&amp;tc1_ip=213.63.184.194&amp;tc1_client=AFP+Leech&amp;tc1_flags=DhXu&amp;tc1_complete=69&amp;tc2_ip=62.193.192.97&amp;tc2_client=ACAPOR+SpyTorrent&amp;tc2_flags=hIKSXu&amp;tc2_complete=66&amp;tc3_ip=127.0.0.1&amp;tc3_client=%C2%B5Torrent&amp;tc3_flags=dEH&amp;tc3_complete=42&amp;tc4_ip=&amp;tc4_client=&amp;tc4_flags=&amp;tc4_complete=&amp;tc5_ip=&amp;tc5_client=&amp;tc5_flags=&amp;tc5_complete=&amp;tc6_ip=&amp;tc6_client=&amp;tc6_flags=&amp;tc6_complete=&amp;tc7_ip=&amp;tc7_client=&amp;tc7_flags=&amp;tc7_complete=&amp;tc8_ip=&amp;tc8_client=&amp;tc8_flags=&amp;tc8_complete=&amp;tc9_ip=&amp;tc9_client=&amp;tc9_flags=&amp;tc9_complete=&amp;tc10_ip=&amp;tc10_client=&amp;tc10_flags=&amp;tc10_complete=&amp;tc11_ip=&amp;tc11_client=&amp;tc11_flags=&amp;tc11_complete=&amp;tc12_ip=&amp;tc12_client=&amp;tc12_flags=&amp;tc12_complete=&amp;tc13_ip=&amp;tc13_client=&amp;tc13_flags=&amp;tc13_complete=&amp;tc14_ip=&amp;tc14_client=&amp;tc14_flags=&amp;tc14_complete=&amp;tc15_ip=&amp;tc15_client=&amp;tc15_flags=&amp;tc15_complete="><span style="text-decoration: underline;">exemplo humoristico que “vale mais do que mil palavras”</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">).</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/read-all-about-it-end1.jpg"><img class="size-medium wp-image-1290 alignleft" style="margin-right: 10px;" title="read-all-about-it-end1" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2011/02/read-all-about-it-end1-270x300.jpg" alt="" width="270" height="300" /></a>A má fé patente neste protocolo, e a precariedade do valor deste tipo de provas, assenta no entanto que nem uma luva quando o que aparentemente se pretende é apenas ter um processo expedito de fabricação de resultados para que possam ser apresentados aos meios de comunicação social, ao abrigo da </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Cláusula Oitava”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> (sobre a </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Divulgação dos Resultados”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">).  Aí se diz que </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“A IGAC e a AFP acordam que os resultados alcançados no âmbito do presente protocolo </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">deverão ser divulgados junto da comunicação social</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, nomeadamente sobre as acções de fiscalização realizadas, o </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><strong>número</strong></span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> e tipo de denúncias apresentadas, o </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"><strong>número</strong></span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> de notificações enviadas a lSP&#8217;s ou outros </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">aspectos considerados importantes para alcançar os objectivos do presente protocolo</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">. Ou seja, não importam os resultados das denúncias e das notificações, o que importa são os números das mesmas. Não importa que as denúncias ou notificações não dêem em nada devido à sua </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, o que interessa são os números das queixas, para mostrar serviço e meter medo aos internautas através dos meios de comunicação. Assim tudo fica explicado&#8230; realmente à IGAC e à AFP não interessam os meios de uma </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estupidez Aguda”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">, somente os fins, que neste caso são simplesmente </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Estúpidos”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">. Só restou mesmo a </span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: italic; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">“Esperteza Saloia”</span><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> de tentar ilegalmente ocultar isso dos Portugueses. Parece que não aprenderam nada com as tentativas ainda mais elaboradas de uma super-potência para ocultar o </span><a href="http://www.laquadrature.net/ACTA"><span style="text-decoration: underline;">ACTA</span></a><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;"> do mundo.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Sabemos que a saúde da Democracia em terras Lusas já viu melhores dias, mas ultimamente parece estar a ser atacada por um continuado “Síndrome de Estupidez Aguda” que já não é exclusivo a uma ou duas fontes mas parece estar a tomar proporções epidémicas com múltiplas vozes a atacarem as liberdades fundamentais dos portugueses em nome da suposta protecção de um grupo de interesses instalados que estão simplesmente a ficar obsoletos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nós não somos “médicos”, mas somos democratas e estamos cá para combater todos os surtos que atentem contra as nossas liberdades, direitos e garantias.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline;">Não te deixes contagiar! Junta-te a nós nesta luta!</span></span></p>
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		<title>“Espelho” meu&#8230;“Espelho” teu.</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 10:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nonnu42</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>A recente divulgação de novos documentos por parte do site de fugas de informação <a href="http://wikileaks.partidopiratapt.eu/">Wikileaks</a> colocou os políticos habituados à diplomacia por obscurantismo de  cabeça perdida e a secretária de estado Hillary Clinton a fazer  contactos de ultima hora antes da divulgação, de certo a pedir desculpas  por “inconveniências” que se iriam saber.</p>
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			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div>
<p style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-size: xx-large;"><a href="http://wikileaks.partidopiratapt.eu" target="_blank"><span style="font-family: georgia, palatino;">wikileaks.partidopiratapt.eu</span></a></span></em></strong></p>
<div id="_mcePaste" style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-size: xx-large;"><span style="font-family: georgia, palatino;">“Espelho” meu&#8230;“Espelho” teu.</span></span></em></strong></div>
<div style="text-align: center;"><strong><em><span style="font-size: xx-large;"><br />
 </span></em></strong></div>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1044" style="margin-left: 15px;" title="image0" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image0-226x300.png" alt="" width="203" height="270" /></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">A recente divulgação de novos documentos por parte do site de fugas de i</span><span style="font-size: small;">nformação <a href="http://wikileaks.partidopiratapt.eu/" target="_blank">Wikileaks</a> colocou os políticos habituados à diplomacia por obscurantismo de cabeça perdida e a secretária de estado Hillary Clinton a fazer contactos de ultima hora antes da divulgação, de certo a pedir desculpas por “inconveniências” que se iriam saber.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Apesar de mais uma vez ter havido tentativas de colaboração com o governo dos EUA para remoção de informação sensível, a resposta foi invariavelmente negativa e agressiva.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Desta vez no entanto, e através de uma estreita colaboração com orgãos de comunicação social respeitados como o <a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5i0Vruimmvy8loGklsz34QyGDKMDA?docId=120c7bf5d3a34dbaadf1280dace2e456" target="_blank" class="broken_link">Le Monde, o El Pais, o The Guardian, o Der Spiegel e o The New York Times, com os quais partilhou toda a informação disponível</a>, o Wikileaks tentou mitigar as criticas do passado deixando que os jornalistas profissionais de politica internacional desses orgãos escolhessem a informação com maior relevo, filtrando nomes e pontos mais sensíveis, para posterior divulgação nos seus jornais em simultâneo com a colocação no site do Wikileaks.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image101.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1046" style="margin-right: 15px;" title="image10" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image101-300x224.png" alt="" width="189" height="141" /></a><span style="font-size: small;">Mesmo assim a exposição indesejada alimentou a fúria de políticos e seus pares, habituados ao conforto do secretismo que encobria as suas acções, e neste momento eles tentam por todos os meios pôr cobro à ameaça que o Wikileaks representa ao seu poder instituído.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">As companhias que disponibilizavam serviços ao Wikileaks estão uma após outra a sucumbir às pressões e a privar-lhe o uso desses mesmos serviços. Desde a EveryDNS, que disponibilizava o nome de domínio do Wikileaks, passando pela Amazon que acolhia o conteúdo do site, até à Paypal que recebia os donativos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Se no caso da EveryDNS a desculpa de que os ataques distribuídos de negação de serviço (DDOS) impactavam a sua própria infraestrutura pode ser compreensível, já nos casos da Amazon e da PayPal as suspeitas de pressões governamentais é gritante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image6.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1047" style="margin-right: 15px;" title="image6" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image6-300x58.png" alt="" width="210" height="41" /></a><a href="http://www.bbc.co.uk/news/world-us-canada-11917891" target="_blank"><span style="font-size: small;">A Amazon alega que o fêz porque o Wikileaks não é proprietário do copyright do conteúdo disponibilizado</span></a></span><span style="font-size: small;"> (ao mesmo tempo que <a href="http://tech.slashdot.org/story/10/12/04/1538250/Wikipedia-Pages-Now-On-Amazon-mdash-With-Product-Links?from=rss" target="_blank">se aproveita de conteúdo alheio para promover as suas próprias vendas copiando os conteúdos da Wikipédia</a>). Se esta fosse realmente a razão já o teria feito antes e não seria necessário <a href="http://www.abc.net.au/news/stories/2010/12/02/3082345.htm" target="_blank">informar o staff do Senador Joe Lieberman, o &#8220;chairman&#8221; do &#8220;Homeland Security and Governmental Affairs Committee&#8221;, da decisão de banir o Wikileaks</a>. Mas tais procedimentos indiciam que esta acção foi forçada pelo governo Norte Americano, que não se coíbe de exigir o mesmo a todas as outras empresas nacionais ou estrangeiras que tenham ligações com o Wikileaks.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image5.png"><img class="alignright size-full wp-image-1048" style="margin-left: 15px;" title="image5" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image5.png" alt="" width="100" height="100" /></a><span style="font-size: small;">Apenas dois dias após a Amazon, também a sua congénere PayPal chegou à conclusão que o Wikileaks não cumpria os seus termos de uso. <a href="http://www.paypalsucks.com/" target="_blank">A fama da PayPal no tratamento abusivo dos seus clientes, congelando contas sem razão aparente, é bem conhecida</a>, mas torna-se por mais evidente que neste caso não há coincidências e o critério é por certo originário nos gabinetes de Washington.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image21.png"><img class="alignleft size-full wp-image-1050" style="margin-right: 15px;" title="image2" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image21.png" alt="" width="175" height="89" /></a><span style="font-size: small;">O que os políticos de Washington não perceberam, nem o seu pessoal lhes parece saber ensinar, é o mesmo que a industria das <a href="http://mafiaa.org/">MAFIAA</a>&#8216;s anda há 10 anos a não querer entender com a lição que deviam ter aprendido no caso do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Napster">Napster</a>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><img class="alignright" title="image8" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image8.png" alt="" width="121" height="108" /><span style="font-size: small;">A industria musical, ao deparar-se com uma mudança de paradigma, em vez de se adaptar à nova realidade decidiu combater o que considerou um inimigo e não uma nova oportunidade de negócio. Eventualmente conseguiu destruir o pioneiro de uma nova era e o Napster fechou. Mas quando algo cativa realmente as pessoas não se consegue pôr o génio de novo na lâmpada, e no lugar de um surgiram múltiplos serviços similares ou melhores. Na sua cegueira passaram os últimos 10 anos a encerrar &#8220;descendentes&#8221; do Napster sem conseguirem entender que sempre que conseguem fechar uma porta dez janelas se abrem no seu lugar.<br />
 </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">O que os governos, nomeadamente o dos EUA, estão a tentar fazer ao Wikileaks é exactamente o mesmo e vai ter exactamente o mesmo resultado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">As massas provaram o sabor da transparência, mesmo que por portas travessas, e sentiram o cheiro a podre que está por trás de muitos governos e do modo como estes nos governam pela mentira, nos levam a guerras forjadas, a crimes de guerra ocultados, a negociatas diplomáticas para favorecer grandes grupos económicos, a violações dos direitos humanos, a um universo de podridão moral em que os senhores do mundo chafurdam de sorriso na cara com apertos de mão e palmadinhas nas costas em cimeiras e jantares diplomáticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image71.png"><img class="alignleft" style="margin-right: 15px;" title="image7" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image71-195x300.png" alt="" width="126" height="194" /></a><span style="font-size: small;">Os governos deste mundo deviam preocupar-se mais em não ter podres para esconder do que a tentar destruir quem os expõe, a tentar uma diplomacia de verdade, confiança e bom senso em vez de uma diplomacia de guerra fria pejada de mentiras, dissimulações e traições.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image3.png"><img class="alignright size-medium wp-image-1054" style="margin-left: 15px;" title="image3" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image3-202x300.png" alt="" width="127" height="189" /></a><span style="font-size: small;">O ataque ao Wikileaks está a roçar o ridículo e a administração Obama está a repetir os mesmos erros do passado da administração Bush. Erros como a tentativa de queimar na praça publica a ex-agente da CIA <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Valerie_Plame" target="_blank">Valerie Plame Wilson</a> de modo a desacreditar o seu marido, o ex-embaixador <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_C._Wilson,_IV" target="_blank">Joseph C.Wilson</a>, por este ter revelado publicamente que alguns relatórios sobre armas de destruição maciça, nos quais se baseou a decisão de travar a guerra do Iraque, eram falsos e que a Casa Branca sabia disso. Aliás, está actualmente em exibição nas salas de cinema Portuguesas o filme <a href="http://www.fairgame-movie.com/" target="_blank">Fair Game</a> (Jogo Limpo) que conta em detalhe os factos sobre este caso que é emblemático do modo como estes assuntos são tratados pela maquina governamental americana.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image1.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1055" style="margin-right: 15px;" title="image1" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image1-225x300.png" alt="" width="126" height="168" /></a><span style="font-size: small;">Desta feita o visado é o fundador e cara visivel do Wikileaks, Julian Assange, que convenientemente tem vindo a ser alvo de uma campanha de intimidação e desacreditação com os típicos truques baixos <a href="http://gawker.com/5619931/meet-wikileaks-founders-alleged-sex-victim" target="_blank">perpretados por agentes dissimuladas</a> das <a href="http://www.rawstory.com/rs/2010/12/assange-rape-accuser-cia-ties/" target="_blank">secretas deste mundo</a>. Uma campanha com tácticas que incluem acusações empoladas para o nível da violação (<a href="http://www.washingtonsblog.com/2010/12/sex-charges-and-arrest-warrant-against.html" target="_blank" class="broken_link">que na realidade nada têm a ver com isso</a>) a emissão de um mandato de captura internacional pela Interpol como se de um perigoso mafioso se tratasse (e que afinal só foi pedido porque a lei Sueca não permite que se prestem depoimentos não presenciais), o <a href="http://www.businessinsider.com/julian-assanges-defense-fund-frozen-2010-12" target="_blank">congelamento dos seus fundos de defesa em países supostamente neutrais</a>, chegando até às <a href="http://www.msnbc.msn.com/id/40467957/ns/us_news-wikileaks_in_security/" target="_blank">ameaças de morte por parte de alguns políticos</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bqtIafdoH_g" target="_blank" class="broken_link">afiliados</a> entre outras.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Ao demonizarem o representante e, na sua retórica, equipararem o Wikileaks a uma organização terrorista, os EUA correm o risco de inadvertidamente criarem um mártir caso algum estado que ladre menos e morda mais decida realmente <a href="http://yro.slashdot.org/story/10/12/02/2038203/Moscow-Has-Eyes-On-WikiLeaks-Too?from=rss" target="_blank">tomar medidas extremas contra Julian Assange</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image9.png"><img class="alignright size-full wp-image-1056" style="margin-left: 15px;" title="image9" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image9.png" alt="" width="162" height="198" /></a><span style="font-size: small;">No seu desespero os EUA estão a recorrer a tácticas similares às usadas pela China e que antes tão avidamente criticaram, incluindo o <a href="http://gawker.com/5705492/library-of-congress-is-latest-government-institution-to-block-wikileaks" target="_blank">bloqueio do Wikileaks em redes do estado, mesmo que de uso publico</a>, a <a href="http://gawker.com/5705639/us-military-in-iraq-tries-to-intimidate-soldiers-into-not-reading-wikileaks" target="_blank">intimidação das suas próprias tropas para que não o consultem</a> (talvez com receio que percebam que estão a travar uma guerra construída à base de mentiras), e até a <a href="http://www.huffingtonpost.com/2010/12/04/state-department-to-colum_n_792059.html" target="_blank">ameaça a estudantes, cujo mercado de trabalho esteja focado no sector do estado, de não virem a conseguir um emprego caso discutam o assunto nas redes sociais</a>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Talvez um dos documentos Chineses que aparece na fuga e que <a href="http://yro.slashdot.org/story/10/12/04/2021219/China-Views-Internet-As-Controllable?from=rss" target="_blank">indica que a China vê a Internet como algo controlável</a> esteja a dar confiança e a abrir o apetite à vontade de censura crescente por parte dos governantes dos EUA, mas no fundo estão a cometer o mesmo erro que as MAFIAA&#8217;s cometeram há 10 anos atrás.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: small;">Os primeiros sinais disso mesmo estão já em marcha, com <a href="http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,732212,00.html" target="_blank">promessas de novos sítios similares a caminho</a>, com <a href="http://www.openleaks.org/" target="_blank">espaços já reservados</a>, e a <a href="http://yro.slashdot.org/story/10/12/04/229233/WikiLeaks-Starts-Mass-Mirroring-Effort?from=rss" target="_blank">descentralização em massa do Wikileaks</a>, que conta já com uma <a href="http://wikimirrors.piratskapartija.com/" target="_blank">extensa lista de clones</a>.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;"><a href="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image4.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1057" style="margin-right: 15px;" title="image4" src="http://partidopiratapt.eu/wp-content/uploads/2010/12/image4-300x192.png" alt="" width="168" height="107" /></a><span style="font-size: small;">Posto tudo isto, vendo que a <a href="http://mvalente.eu/2010/12/06/dominio-wikileaks-org-pt-remocao-imediata-na-sequencia-de-apreciacao-juridica/" target="_blank">censura do Wikileaks se começa também a espalhar a Portugal</a>, e tendo em conta os valores </span></span><span style="font-size: small;">que defende </span><span style="font-size: small;">a favor da Transparência e contra a Censura, tanto na Internet como fora dela, o Partido Pirata Português não podia agir de outro modo e decidiu aliar-se ao movimento anti-Censura passando também a disponibilizar um &#8220;espelho&#8221; de ligação ao Wikileaks por DNS no sub-domínio:</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><strong><a href="http://wikileaks.partidopiratapt.eu" target="_blank"><span style="font-size: small;"> http://wikileaks.partidopiratapt.eu</span></a></strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;">Terminamos com dois vídeos a ver com atenção:</span></p>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;">Opinião de um dos grandes lideres americanos do passado<br />
 sobre o valor da transparência e os males do secretismo e obscurantismo.<br />
 Um defensor da liberdade de expressão também ele silenciado&#8230; </span></p>
<p style="text-align: center;">
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</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: small;">Entrevista com Julian Assange no <a href="http://www.ted.com/" target="_blank">TED</a> sobre a importância da Wikileaks</span></p>
<p style="text-align: center;">
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0">
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<param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/JulianAssange_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/JulianAssange-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=918&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=julian_assange_why_the_world_needs_wikileaks;year=2010;theme=war_and_peace;theme=media_that_matters;theme=new_on_ted_com;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
</div>
</div>
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<div class="shr-publisher-1043"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><img src="http://www.partidopiratapt.eu/?ak_action=api_record_view&id=1043&type=feed" alt="" />]]></content:encoded>
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		<title>ACAPOR &#8211; 24 horas de downloads ilegais</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 17:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anteontem, dia 20 de Janeiro de 2009, a Associação de Comércio Audiovisual de Portugal (ACAPOR), juntou-se em Lisboa, no Largo de Camões, onde montou uma barraquinha para protestar contra a &#8220;pirataria online&#8221; que afirma estar a &#8220;destruir&#8221; o negócio dos videosclubes que representa. Munidos de um portátil e uma placa de banda larga móvel para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p id="magicdomid2" style="text-align: justify;">Anteontem,  dia 20 de Janeiro de 2009, a <a href="http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=260" class="broken_link"><span style="text-decoration: underline;">Associação de Comércio Audiovisual de  Portugal (ACAPOR)</span></a>, juntou-se em Lisboa, no Largo de Camões, onde montou  uma barraquinha para protestar contra a &#8220;pirataria online&#8221; que afirma  estar a &#8220;destruir&#8221; o negócio dos videosclubes que representa.</p>
<p id="magicdomid4" style="text-align: justify;">Munidos de um  portátil e <a href="http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/24_horas_de_downloads_ilegais_contra_a_pirata_1041944.html" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">uma placa de banda larga móvel para uma maratona simbólica de  24 horas a &#8220;sacar filmes&#8221;, mostrando que estão a levar a  efeito uma  actividade ilegal sem que as autoridades tomem qualquer atitude</span></a>, sentido-se eticamente autorizados  para realizar tais actos considerados ilegais.</p>
<p id="magicdomid6" style="text-align: justify;">Relembramos que  os clubes de vídeo tiveram a sua maior expansão na altura em que se  faziam copias ilegais a partir de vídeo-cassetes alugadas nos mesmos.  Com o recente progresso tecnológico, deixou de fazer sentido dirigir-se  aos clubes de vídeo para esse fim, uma vez, que com meia dúzia de  cliques pode-se fazer o mesmo com qualidade similar mas a menores  custos.</p>
<p id="magicdomid8" style="text-align: justify;"><img class="alignright" style="padding: 4px;" src="/wp-content/uploads/acapor_protesto.png" alt="barraquinha da ACAPOR" width="180" height="312" />Os videoclubes  estão ultrapassados, estagnados no tempo e tentam sobreviver com modelos  de negócio impróprios para esta época. Torna-se, pois, fundamental  adaptar os modelos de negócio aos tempos actuais e aproveitar o  potencial das novas tecnologias ao invés de esperar que se criem e  apliquem leis e/ou se adoptem medidas ineficazes que apenas servirão  como remendo temporário.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Consideramos  totalmente inapropriado, apontar o dedo só à &#8220;pirataria online&#8221; como o  único causador da falência dos videoclubes e lojas semelhantes, quando  existem cada vez mais serviços de &#8220;Video On Demand&#8221; disponibilizados  pelos fornecedores de televisão, que permitem visualizar um filme a  preços semelhantes ou mesmo mais baixos, com um simples clique de um  botão, sem sair do conforto da nossa casa e sem preocupações de prazos  de devoluções.<br />
 É fácil de entender a razão destas  falências, colocando-se na posição de um consumidor em que pode optar  por:</p>
</div>
<ul style="text-align: justify;">
<li>dirigir-se  à loja mais próxima =&gt; alugar o filme =&gt; voltar para casa =&gt;  visualizar =&gt; devolver no dia a seguir, dirigindo-se novamente à loja; </li>
<li>sentar-se no sofá =&gt; pegar no  telecomando =&gt; escolher o  filme =&gt; visualizar; </li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Existem  serviços de &#8220;Video On Demand&#8221; que ainda disponibilizam descodificadores  digitais com possibilidade de gravar inúmeras horas de vídeo para  visualizar mais tarde e as vezes que o consumidor o desejar.</p>
<p id="magicdomid19" style="text-align: justify;">Empresas como o  google já aprenderam há muito a adaptarem-se à realidade actual e a  tirar partido da Internet e das suas liberdades inerentes. Exemplo disto  é o Youtube, uma plataforma de partilha de vídeos disponibilizados  pelos utilizadores de forma gratuita, que se encontra em permanente  evolução: recentemente com divulgação de concertos ao vivo e <a href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4217916-EI4802,00.html" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">futuramente  com serviços de aluguer de vídeo</span></a>. Mais uma prova que os modelos de  negocio dos videoclubes actuais estão estagnados no tempo, enquanto  outros aproveitam as tecnologias para seu beneficio ao invés de apontar  armas ao governo e culpar  a &#8220;pirataria online&#8221;.</p>
<p id="magicdomid21" style="text-align: justify;">Questionamos  como a ACAPOR e seus associados pensam acabar ou diminuir a tal  &#8220;pirataria online&#8221;?</p>
<div id="magicdomid23" style="text-align: justify;">
<p>Recorrendo a  novas leis que cortem o acesso à Internet e criminalizando do <em>download </em>ilegal?<br />
 Para criminalizar um individuo é  necessário provas! A não ser que se desrespeite todo um conjunto de  direitos do cidadão, entre eles o direito à presunção de inocência.</p>
</div>
<div id="magicdomid26" style="text-align: justify;">
<p>E como obter  tais provas? Para tal, é necessário proceder à escuta de tráfego dos  consumidores, tarefa deveras bastante complexa e imensurável, sendo  necessário uma enorme capacidade de computação e de recursos humanos.<br />
 Não  existindo algoritmos de filtragem ou identificação de tráfego  minimamente fiáveis. O acto de filtragem ou de identificação de  infractores torna-se bastante duvidoso e evolve um enorme investimento  de recursos. Investimento que poderia ser utilizado em outras áreas de  longe mais importantes.</p>
</div>
<div id="magicdomid29" style="text-align: justify;">
<p>Para  os leitores que julguem ser possivel fazer tal filtração ou  identificação facilmente, fornecemos a seguinte explicação: Quando se  descarrega um ficheiro da Internet ou pela rede, este não vêm inteiro  pelo cabo, sendo fragmentado em milhares ou milhões de pacotinhos de  dados para viajar pela rede. Estes pacotinhos também não chegam ao nosso  computador sequencialmente num ficheiro, sendo intercalado por outros  pacotes de rede provenientes das mais variadas aplicações no computador,  entre eles serviços do sistema operativo, clientes, mensagens  instantâneas, navegador de Internet, etc. resultando numa &#8220;salada russa&#8221;  de pacotes a sair e a entrar no nosso PC pelo cabo de rede. Agora basta  juntar centenas de utilizadores ligados ao <em>ISP </em>(acrónimo para Fornecedor Serviço de Internet)  e tentar analisar esta enorme &#8220;mistela&#8221; de dados a passar a velocidades  próximas da luz pelo servidor de Internet.</p>
</div>
<div id="magicdomid31" style="text-align: justify;">
<p>Por  consequência, qualquer filtragem realizada para impedir o <em>download </em>ilegal seria ineficaz e iria causar o bloqueio de tráfego legitimo e  legal, algo próximo da censura na Internet.</p>
</div>
<div id="magicdomid33" style="text-align: justify;">
<p><img class="alignleft" style="padding: 4px;" src="/wp-content/uploads/acapor_protesto2.png" alt="&quot;por uma internet livre&quot;" width="93" height="150" />Consideramos  uma enorme falsidade e um escândalo o facto da manifestação da ACAPOR  envergar-se aplacares e panfletos com a frase &#8220;por uma internet livre&#8221;,  quando na realidade o objectivo desse mesmo protesto é lutar contra o  &#8220;<em>download </em>ilegal&#8221; que resultará na censura e atentados contra os  direitos dos consumidores e sua privacidade. Lamentamos que se recorra a  falsos sloganes de liberdade para beneficio comum de <em>lobbies </em>e seus  monopólios.</p>
</div>
<div id="magicdomid35" style="text-align: justify;">
<p>A  ACAPOR  atira pedras a telhados de vidro. Não estando preocupados com a prática  do crime de &#8220;pirataria&#8221;, mas sim com o problema da &#8220;pirataria&#8221; já  não  os financiar economicamente. Como tal vestem a pele de cordeiro e   fazem-se de coitadinhos marcando encontros com partidos e organizando  estas infelizes manifestações.</p>
</div>
<div id="magicdomid37" style="text-align: justify;">
<p>Mas o  problema não está na ACAPOR que está a fazer, por assim dizer, o seu  trabalho (sujo), o problema está  em quem lhes dá crédito, em quem é  levado a crer que esta entidade actua de boa fé.</p>
</div>
<div id="magicdomid39" style="text-align: justify;">
<p>Obviamente,  que estas entidades são <a href="http://remixtures.com/2009/10/pirataria-da-mais-dinheiro-a-ganhar-aos-detentores-de-direitos-do-que-downloads-legais/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">um negócio montado para a falsa protecção dos  direitos de autor, cobrando toda a sorte de taxas para criar a falsa  ilusão de que o autor está protegido</span></a>. Quando perante as novas tecnologias  este modelo de protecção de autor é praticamente impossível.</p>
</div>
<div id="magicdomid41" style="text-align: justify;">
<p>Uma vez, que  não conseguem legitimar mais o seu negócio pressionam o governo e  Assembleia da República para que tome medidas abusivas, como o corte  ilegítimo e sem meios de prova da Internet.</p>
</div>
<div id="magicdomid43" style="text-align: justify;">
<p>Importa, pois,  denunciar os caminhos traiçoeiros que a ACAPOR tenta delinear aos seus  associados e alertar que a solução para este complexo problema não está  na exclusão tecnológica feita por instituições adoc, sem que se garanta  quaisquer oportunidade de defesa, negando-se os mais básicos direitos  humanos.</p>
</div>
<div id="magicdomid45" style="text-align: justify;">
<p>A solução está  sim, em se potenciar a Internet como mecanismo de aproximação dos  povos. Devendo esta funcionar como distribuidora de cultura,  informação e ideias, de forma livre e igualitária.</p>
</div>
<div id="magicdomid47" style="text-align: justify;">
<p>Convidamos  todos os nossos leitores a deixarem a  sua sincera opinião relativamente a esta manifestação da ACAPOR e os seus reais objectivos, de forma a que seja denunciado  por todos esta verdadeira falta de bom senso desta entidade.</p>
<p><strong>(Imagens obtidas via <a href="http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/24_horas_de_downloads_ilegais_contra_a_pirata_1041944.html" target="_blank">TEK-Sapo</a>)</strong></p>
</div>
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		<item>
		<title>Posição do PPP relativamente à Carta enviada pela ACAPOR ao Primeiro Ministro [Abaixo-Assinado]</title>
		<link>http://www.partidopiratapt.eu/arquivos/203</link>
		<comments>http://www.partidopiratapt.eu/arquivos/203#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 13:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No passado dia 7 de Outubro de 2009 ainda o Senhor Primeiro Ministro José Sócrates não tinha sido indigitado para essa função e já lhe fora enviada uma carta aberta pela Associação do Comércio Audiovisual de Portugal, aconselhando-o a tomar medidas que o Partido Pirata Português considera nefastas à sociedade portuguesa e ao seu natural [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>No passado dia 7 de Outubro de 2009 ainda o Senhor Primeiro Ministro José Sócrates não tinha sido indigitado para essa função e já lhe fora enviada uma carta aberta pela Associação do Comércio Audiovisual de Portugal, aconselhando-o a tomar medidas que o Partido Pirata Português considera nefastas à sociedade portuguesa e ao seu natural progresso. O texto que se segue é a refutação a essa carta aberta por parte do Partido Pirata Português representando quem realmente deve ser protegido: os cidadãos.<br />
 <span id="more-203"></span></p>
<p>Do conteúdo da referida carta o que preocupa mais o Partido Pirata Português é o parágrafo oitavo, mas não deixamos de refutar o conteúdo de alguns parágrafos anteriores. Desde logo, a ACAPOR reclama a sua posição económica e de domínio do mercado de aluguer de Videogramas em Portugal. Alertamos todos os que lêem este documento que a posição de domínio económico não pode ser tida como factor de algum privilégio para pressionar certas pessoas como o Senhor Primeiro Ministro. De resto a ACAPOR reclama em todo o documento a posse de um sector que não lhe pertence. Relembramos o preceito constitucional: “Todos têm direito à educação e à cultura” (conforme o artigo 73º nº 1 da Constituição da República Portuguesa). Todos são todos os cidadãos. Todos os cidadãos deveriam ter acesso a este direito fundamental e restringi-lo consoante a sua posição económica é inaceitável.</p>
<p>A ACAPOR utiliza em todo o documento palavras intimidatórias que causam a maior estranheza ao Partido Pirata Português. Uma delas é o facto de admitir que a MAPiNET procedeu a investigações e do fruto destas investigações apresentou uma queixa. A função de movimentos cívicos em democracia não é o agrupamento de entidades de lobbying. E muito menos será de proceder a qualquer investigação, pois isso deve ser feito exclusivamente a quem possui esse direito, e que se saiba não se pode delegar esse direito a movimentos cívicos.</p>
<p>A carta aberta, a partir do seu parágrafo oitavo, centra-se em aconselhar o Senhor Primeiro Ministro a seguir uma lei que permita o bloqueio de contas de Internet sem decisão prévia de um tribunal (HADOPI). Lei guiada pela administração Francesa de Nicolas Sarkozy. O primeiro motivo que a ACAPOR indica é no mínimo anedótico, a amizade institucional não pode ser um factor per si de consideração, os Estados devem ter relações de amizade mas no plano legislativo devem manter o estatuto de Estado Soberano. Quanto a Nicolas Sarkozy e o seu executivo relembramos o dito popular: “Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos outros” e consta o jornal The Guardian que o próprio Sarkozy terá encomendado 400 cópias ilegais de um filme (fonte:<a href="http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/11154-presidente-da-franca-e-surpreendido-com-400-dvds-piratas">http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/11154-presidente-da-franca-e-surpreendido-com-400-dvds-piratas</a>). É natural que o senhor Sarkozy proceda a esta conduta, ainda que aos olhos da lei esta conduta seja tida como crime, cuja moldura penal máxima em Portugal é de 3 anos de prisão efectiva. A verdade é que esta conduta não pode ser mais tida como crime. O acto de partilhar é direito fundamental e valor estruturante da sociedade actual e criminaliza-lo só é possível sonegando liberdades fundamentais dos cidadãos como a presunção de inocência ou o direito de acesso à cultura.</p>
<p>Seria óptimo que a ACAPOR antes de proferir tais recomendações provasse as suas palavras. Esta associação alega que o download ilegal é prática comum sem apresentar quaisquer provas, e relembramos que a posição económica e de domínio comercial não prova per si absolutamente nada. Num país onde cerca de um terço da população não tem acesso à internet não nos parece que os danos sejam tão escabrosos como a ACAPOR alega, sem apresentar quaisquer fundamentos. Relembramos ainda que a indústria cultural vive tempos de franca expansão, a ACAPOR admite que o “negócio vive por si, sem necessidade de apoios ou subsídios” em tempos de crise. Seria hipócrita não dar os louros a quem partilha cultura ilegalmente e que em muito contribui para a proliferação de associações como a ACAPOR. Aos olhos do Partido Pirata Português esta recomendação tem como intuito único que certas entidades reclamem monopólios que não são seus e lucrem ainda mais, sacrificando direitos fundamentais dos cidadãos.</p>
<p>O Partido Pirata Português em nada se revê nos que utilizam a cópia ilegal para lucrar, mas não admitimos que se meta todos os cidadãos no mesmo saco e se apelide de pirata a quem não obtém qualquer lucro com a sua cópia. Há que saber por os pontos nos “is” e quem partilha livremente não pode ser criminalizado, pois na verdade está apenas a aceder ao seu direito da livre cultura e a permitir que outros cidadãos acedam a este direito. Para além do sistema de resposta gradual (HADOPI) perseguir toda a gente afastando o pilar basilar das Sociedades de Direito de presunção de inocência é inaceitável que o responsável por este procedimento seja uma entidade administrativa e não uma entidade judicial.</p>
<p>Aconselhamos o Governo bem como os demais órgãos de soberania e todos os cidadãos a repugnar estes aconselhamentos. É fundamental que se proteja o cidadão comum contra esta guerra sem quartel conta a pirataria e que os direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos sejam inequivocamente protegidos.</p>
<p>Em nosso entender, a posição do senhor Ministro da Cultura do último governo, José António Pinto Ribeiro, mostra que está atento e actualizado, mostrando lucidez em relação à realidade da pirataria no presente momento. A posição do ministro da Cultura de “não admitir restrições ou castigos a quem faça downloads de filmes ou músicas na internet, apesar de protegidos por direitos de autor” é de louvar. Aplaudimos a defesa dos cidadãos perante os lobbies inapropriados que a ACAPOR e a MAPiNET representam.</p>
<p>Esperamos que todos os representantes dos ministérios governamentais prossigam o interesse público e não o interesse de associações corporativistas que reclamam o domínio de monopólios como a cultura.</p>
<p>Os cidadãos abaixo-assinado apoiam as palavras do Partido Pirata Português, independentemente de terem ou não qualquer relação com este movimento online</p>
<p>Assine aqui: <a href="http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2009N488">http://www.peticaopublica.com/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2009N488</a></p>
<p style="text-align: center;">Lisboa, 15 de Outubro de 2009</p>
<p style="text-align: center;">Partido Pirata Português</p>
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		<title>Carta enviada ao Senhor Primeiro Ministro pela ACAPOR</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 13:12:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Comunicação</dc:creator>
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		<description><![CDATA[  A Acapor, Associação do Comércio Audiovisual de Portugal, enviou recentemente uma carta aberta ao Primeiro Ministro José Sócrates, apelando-o a reforçar o combate à pirataria e dando como exemplo a política de Sarkozy, que como se sabe, pretende aprovar uma lei que permite o bloqueio de contas de Internet sem decisão prévia de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">A Acapor, Associação do Comércio Audiovisual de Portugal, enviou recentemente uma carta aberta ao Primeiro Ministro José Sócrates, apelando-o a reforçar o combate à pirataria e dando como exemplo a política de Sarkozy, que como se sabe, pretende aprovar uma lei que permite o bloqueio de contas de Internet sem decisão prévia de um tribunal (HADOPI).</p>
<p style="text-align: justify;">Esta carta vem no seguimento de muitas tentativas de pressão por parte de associações e empresas ligadas à indústria audiovisual, que até agora têm tido um único sentido: o do combate sem quartel à pirataria, mesmo que isso possa custar direitos fundamentais dos cidadãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante esta corrente de opinião de sentido único, surge a necessidade de existir alguém que se oponha publicamente e faça pressão no sentido inverso: o da protecção da liberdade e da partilha.</p>
<p style="text-align: justify;">O Partido Pirata Português rejeita o apelo feito pela Acapor e alerta os portugueses a tomarem consciência sobre as consequências que poderá ter uma lei como a HADOPI em Portugal.</p>
<p><span id="more-185"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Estaremos atentos a possíveis desenvolvimentos deste apelo.</p>
<p style="text-align: justify;">A carta é a que se segue:</p>
<blockquote><p style="text-align: justify;">“Ex.mo. Senhor Primeiro Ministro, Engº José Sócrates:</p>
<p style="text-align: justify;">A ACAPOR – Associação do Comércio Audiovisual de Portugal, foi constituída em 1998, tendo como finalidade contribuir para o progresso do mercado do Audiovisual, designadamente no que concerne ao mercado do aluguer, promovendo e apoiando a realidade dos seus associados nos domínios económico, social e profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Actuando num sector responsável pelo aluguer de cerca de 15 milhões de filmes por ano ao consumidor final, a ACAPOR representa mais de duas centenas de estabelecimentos de Aluguer de Videogramas em Portugal, vulgarmente designados “Clubes de Vídeo”.</p>
<p style="text-align: justify;">A ACAPOR vem então por este meio felicitá-lo pela vitória alcançada nas recentes eleições legislativas que lhe conferirão novo mandato para chefiar o governo do nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">Desejamos que estes quatro anos sejam repletos de sucessos governativos porque isso representará o bem geral da sociedade, esperando que Portugal atinja o lugar que merece, isto é, ao lado das maiores nações do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Relativamente ao sector que representamos esperamos que o futuro que se avizinha confirme a esperança que mantemos. Uma esperança de que o mercado seja mais respeitado e que as constantes violações, até de índole criminal, sejam finalmente controladas, investigadas e punidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaríamos de ver uma Inspecção Geral das Actividades Culturais – IGAC -, mais interventiva no campo da luta anti-pirataria, deixando de se dedicar em exclusivo aos mercados e feiras (onde o trabalho que leva a cabo é assaz meritório), mas investindo finalmente recursos onde a pirataria tomou proporções devastadoras, leia-se, a Internet. Uma IGAC que assuma que as suas competências não se esgotam no mundo físico mas que se estendem ao mundo digital. Aliás, desde 7 de Janeiro de 2004 que a lei atribui-lhe especiais competências na matéria e é lamentável notar que a mesma apenas age quando instada a fazê-lo por parte dos detentores de direitos (como ocorreu com a recente queixa apresentada pelo MAPiNET), abdicando totalmente de investigar por iniciativa própria, como lhe compete, e de exercer a sua missão fiscalizadora, perdendo-se assim o inerente efeito dissuasor que tal comportamento acrescentaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra das alterações que gostaríamos de ver nos próximos quatro anos dentro daquela Inspecção, seria uma atitude menos autoritária e mais construtiva nomeadamente no que diz respeito às interpretações legais que a mesma tem feito de alguns diplomas legislativos. A IGAC continua a ceder selos rosa (que proíbem o aluguer) às distribuidoras nacionais sem verificar, como está obrigada, se efectivamente o detentor exclusivo do direito de proibir o aluguer o estipulou contratualmente. Sistematicamente o detentor desse direito não o restringe, continuadamente a IGAC cede selos rosa indevidamente, teimosamente apreende esses videogramas nos clubes de vídeo e invariavelmente os Tribunais não lhe dão razão. Uma pessoa de bem, e queremos acreditar que o Estado o é, deve levar em linha de conta as decisões dos Tribunais e admitir que, se aquele órgão de soberania variadíssimas vezes já entendeu que não cabe ao distribuidor nacional optar por alugar ou não as obras, então já será hora de finalmente actuar conforme a interpretação de inúmeros Tribunais, até porque nenhuma decisão houve em sentido contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi com agrado que descobrimos na última campanha eleitoral que o Senhor Primeiro Ministro nutre especial admiração pelo Presidente Francês, Nicolas Sarkozy, ainda que o mesmo nem faça parte da sua família política. Disse o Senhor Engº José Sócrates que admirava em especial a sua coragem. É justamente essa coragem que, tanto o Presidente Francês como o seu amigo e homólogo Espanhol – José Luis Rodríguez Zapatero – tiveram, assumindo a luta anti-pirataria na internet, que é necessária neste momento para que a indústria criativa possa continuar a ter a vitalidade que sempre teve, para que não corramos o risco de ver a oferta cultural cair a pique e tornar-se residual a breve trecho. Foi exactamente isso que o Presidente Sarkozy já entendeu levando-o a implementar a “resposta gradual” . Foi precisa muita coragem, teve que enfrentar a critica, a fúria dos piratas, a pressão dos grandes grupos económicos que fornecem a internet e que têm neste comportamento ilícito uma das maiores fontes das suas receitas. Porém, a absoluta necessidade de fazer a defesa da cultura e de garantir a subsistência daqueles que dedicam o seu tempo a criar e a inovar levou-o a manter até ao fim a sua determinação. Como resultado, a maioria dos franceses soube reconhecer todas estas qualidades e pudemos assistir a uma retumbante vitória do seu partido nas eleições europeias. É a prova que o barulho mediático nem sempre reflecte o pensamento da maioria.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, seria importante que se reflectisse finalmente de forma séria sobre o que fazer para garantir que o actual estado de coisas não se mantém. O download ilegal é prática comum, a pilhagem digital é encarada com leviandade, tudo isto porque o sentimento de total e absoluta impunidade é reinante. Não é possível continuar a olhar para o lado e fingir que nada acontece. O Estado muitas vezes procurou investir em empresas ou sectores para garantir a sua manutenção em tempos de crise. Nós nunca o pedimos, nem será hoje que o iremos fazer. O nosso negócio vive por si, sem necessidade de apoios ou subsídios, reclamamos apenas que o Estado cumpra o seu dever básico de garante de defesa da propriedade privada. Existem centenas de empresários, e milhares de postos de trabalho, que dependem do poder do Estado em conferir-lhes a protecção de que os produtos que comercializam não são traficados sem qualquer controlo ou punição.</p>
<p style="text-align: justify;">É premente uma legislação mais actual, adaptada aos novos meios e novos hábitos, que reprima de forma eficaz esta anarquia digital em que vivemos. O Senhor Primeiro Ministro prima pela evolução tecnológica e pela literacia digital, investindo inclusivamente muito dinheiro dos contribuintes nas redes de fibra óptica, mas não deverá nunca descurar o outro lado da moeda. A evolução tecnológica, que também nós apoiamos e estimulamos, como qualquer evolução pode ser canalizada para o bem ou para o mal. Cabe ao Estado pugnar que aqueles que encaminham para o lado errado sejam punidos. É nosso entendimento que uma legislação à imagem da “resposta gradual” é um dos caminhos recomendáveis porque é rápida, é eficaz e é proporcional. Existe uma primeira fase pedagógica em que uma entidade administrativa avisa o infractor que aquele tipo de comportamento é censurável e como tal deve de abdicar de continuar a agir daquela forma, e uma segunda fase em que aqueles que teimarem em incumprir são punidos, não com prisão como até aqui, mas com redução da sua largura de banda ou até com o corte temporária do acesso à internet. Uma solução que não é excessivamente repressiva, mas que chegará seguramente para que os autores, artistas e retalhistas possam continuar a viver a sua vida com confiança no futuro, confiança essa que a nós, por vezes, nos vai faltando.</p>
<p style="text-align: justify;">Finalmente uma última palavra para o novo titular da pasta da Cultura.<br />
 Sabemos que neste momento o Sr. Primeiro Ministro está a estudar a composição do novo governo. Vamos ser claros, aquilo que nós desejamos é que a pasta mude de mãos. Já pedimos no passado que o Dr. José António Pinto Ribeiro fosse demitido das suas funções, depois de ter feito declarações criminosas sobre os downloads ilegais, comparando-os a notas do chão, denotando total desprezo para com a indústria criativa (é bom não esquecer que a cultura também é uma indústria) não tendo a nossa opinião sido alterada desde então. Uma pessoa que trata assim autores, artistas e os comerciantes não tem sensibilidade suficiente para ser Ministro da Cultura. As obras culturais não estão no chão, têm dono, e cabe ao Ministro da Cultura pugnar para que sejam bem tratadas o que, manifestamente, não aconteceu com o Dr. Pinto Ribeiro. Esperamos ver como próximo Ministro da Cultura um homem corajoso, com sentido de Estado e que tenha como objectivo garantir pelo futuro independente de todos os intervenientes nas indústrias culturais.</p>
<p style="text-align: justify;">Os nossos melhores cumprimentos e mais uma vez os nossos parabéns.</p>
<p style="text-align: justify;">A Direcção”</p>
</blockquote>
<p>Vide: <a href="http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=226" class="broken_link">http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=226</a></p>
<p style="text-align: center;">Lisboa, 13 de Outubro de 2009<br />
 Partido Pirata Português</p>
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		<title>CARTA ABERTA / DIREITO DE RESPOSTA A &#8220;JORNALISTA&#8221; Patrícia Ferreira (DESTAK)</title>
		<link>http://www.partidopiratapt.eu/arquivos/110</link>
		<comments>http://www.partidopiratapt.eu/arquivos/110#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:20:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrer757</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura Livre & Partilha]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta carta foi escrita por um membro do nosso forum e será aqui reproduzida com o aval do mesmo. Gostaria de apresentar uma reclamação publica em resposta à notícia assinada por Patrícia Susano Ferreira e publicada no jornal Destak de 13 de Maio de 2009 e também na internet em http://www.destak.pt/artigos.php?art=29342 e ainda na Associação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p>Esta carta foi escrita por um membro do nosso forum e será aqui reproduzida com o aval do mesmo.</p>
<blockquote><p>Gostaria de apresentar uma reclamação publica em resposta à notícia assinada por Patrícia Susano Ferreira e publicada no jornal Destak de 13 de Maio de 2009 e também na internet em <a class="bbc_link new_win" href="http://www.destak.pt/artigos.php?art=29342" target="_blank">http://www.destak.pt/artigos.php?art=29342</a> e ainda na Associação do Comércio Audiovisual de Portugal <a class="bbc_link new_win broken_link" href="http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=206" target="_blank">http://www.acapor.pt/html/destaques.php?destaque_id=206</a> com o título:</p>
<p>&#8220;Movimento acusa ministro da Cultura de ter estimulado a prática de crimes&#8221;</p>
<p>Exmos.</p>
<p>Venho por este meio, na qualidade de cidadão e usando do direito consagrado á livre opinião, sendo que não tenho qualquer filiação partidária ou sequer acredito que o referido Ministro necessita da minha defesa. No entanto, não posso em consciência, deixar de demonstrar o meu total e completo desagrado pela “notícia” publicada num jornal, que apesar de pago exclusivamente pela publicidade e não pelo leitor, acaba por ser, muitas vezes, a único modo pelo qual se informa boa parte do povo metropolitano deste país, o que aumenta a vossa influência, logo a vossa responsabilidade pelo que publicam.<br />
 O supracitado artigo é um rol de incoerência e não honra, de forma alguma, a mui nobre profissão de Jornalista, contendo, incluso, graves atropelos ao código deontológico do jornalista, a título de exemplo veja-se o ponto 1 do referido codigo:<br />
 “O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretar com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público”.<br />
 Ora nesta “notícia” a única parte “ouvida” é o dito “movimento” MAPiNET que nada mais é do que um grupo de pressão, denominado LOBBY, criado pelos distribuidores e outros interessados no lucro gerado através da venda das obras de outros.<br />
 Eventualmente se por alguma triste casualidade, só possivel mediante uma diarreia mental do legislador, este LOBBY fosse bem sucedido, levaria a que os filhos sobrinhos e afins parentes do vosso vasto público, acabassem inibidos de utilizar livremente a Internet e levariam, incluso, ao fim de muitíssimos postos de trabalho.<br />
 <span id="more-110"></span> E então os piratas? Esses malvados, não têm quem os represente? Segundo a vossa “notícia” parece que não! Mas a verdade é que existem e concorrem a eleições e tudo o mais. Verdade! Existem por toda a Europa Partidos Políticos incluindo na nossa vizinha Espanha, que defendem, entre muitas outras coisas, o direito de partilhar os bens dos quais somos legítimos proprietários.<br />
 Meus senhores para dar noticias não basta imprimir é necessário mais, muito mais.<br />
 Desde já me declaro contra qualquer forma de lucro obtido, ilegalmente, através da partilha de conteúdos com direitos de autor ou outros, agora não posso estar mais indignado pelo uso da imprensa como ferramenta de pressão e obviamente, pelas notícias declaradamente transformadas em anúncios como esta. O código deontológico diz o seguinte no seu ponto 10. “O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse”.<br />
 Nunca a solução para a sobrevivência da Industria Musical e Cinematográfica poderá passar pela destruição dum espaço de Liberdade único como seja a Internet, nem passara, nunca, pelo limitar dos meus direitos. Sejam eles quais forem. A solução para a Industria passa pelo reinventar do negócio não passa pela exploração dos criadores ou inibição dos direitos dos consumidores.</p>
<p>As leis referentes aos direitos são arcaicas e desfasadas e não reflectem minimamente o que se passa á nossa volta. Mas mudar não é o que se pretende, é mais do mesmo.</p>
<p>Infelizmente não vi nada de positivo ou sequer inovador ao visitar o site do dito &#8220;movimento&#8221; MAPiNET, aliás, fico com a sincera impressão de reler um jornal velho com notícias ultrapassadas e desfasadas da realidade, vejo, só, a defesa aguerrida do Status Quo e não a busca do futuro, pelo que só posso concluir que estes senhores estão na realidade a dar tiros nos pés, ao usar uma fórmula comprovadamente obsoleta e mal sucedida, o proibicionismo. Até me fazem crer que pretendem terminar com o seu próprio negócio.</p>
<p>Em sentido contrário vejo a declaração do referido Ministro que bem ou mal mostra estar atento e actualizado e demonstra realmente uma lucidez e um raro contacto com a realidade do presente momento, isto num politico!!!</p>
<p>De referir que a citada proposta de lei Francesa vai em sentido contrário ao que se passa no espaço Europeu, mesmo á pouco tempo o Parlamento Europeu negou leis restritivas e proibitivas sobre esta mesma problemática.</p>
<p>Mais, o referido site, Pirate Bay, foi de facto condenado, mas em primeira instancia e para quem como eu seja um cidadão atento, verifica que o site se mantém on-line e com mais utilizadores do que nunca e mais conteudo. Ou seja a condenação, que até já foi alvo de recurso na Justiça Sueca, nada mudou a favor da Industria. Expliquem-me então como se eu fosse uma criança, porque perseguir e proibir? O que ganharam com isso?</p>
<p>Não vós parece que estão a abrir a vossa própria sepultura e a destruírem-se? Aliás vejo que caminharam sempre nessa direcção…</p>
<p>Meus senhores, eu e muitos milhões de pagantes consumidores, gostamos de comprar e pagar o preço justo seja por musica, cinema e todos os bens que necessitamos, mas o que eu não gosto, nem nunca passivamente permitirei é que me façam sentir explorado e manipulado.</p>
<p>Vamos a ter bom senso e respeito e principalmente não ofendam a inteligência de quem vós lê.</p>
<p>Com os melhores cumprimentos,</p>
<p>Anónimo</p>
</blockquote>
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		<title>Partido Pirata Português quer &#8220;dar voz&#8221; ao problema das leis autorais</title>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 20:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrer757</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Partido Pirata Sueco é um caso sério de sucesso político Movimento nasceu este ano para &#8220;sensibilizar&#8221; os portugueses para a &#8220;problemática das leis de direitos de autor&#8221;. Representação parlamentar é objectivo a longo prazo. Criado por alunos de Engenharia Informática na Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa à imagem do homólogo sueco &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: center;"><!-- /navigation --><img class="aligncenter" src="http://img192.imageshack.us/img192/4820/partidopiratasuecojoana.jpg" alt="Partido Pirata Português quer &quot;dar voz&quot; ao problema das leis autorais" /></p>
<div class="caption" style="text-align: center;">O Partido Pirata Sueco é um caso sério de sucesso político</div>
<div class="entrylead">
<p>Movimento nasceu este ano para &#8220;sensibilizar&#8221; os portugueses para a &#8220;problemática das leis de direitos de autor&#8221;. Representação parlamentar é objectivo a longo prazo.</p>
</div>
<p>Criado por alunos de Engenharia Informática na Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa à imagem do homólogo sueco &#8211; o Piratpartiet &#8211; o Partido Pirata Português (PPP) nasceu há poucas semanas, fruto de &#8220;um projecto e ideias já antigas&#8221;, diz um dos fundadores contactado pelo JPN por e-mail.</p>
<p>Oficialmente ainda não são um partido político constituído legalmente, mas uma &#8220;comunidade de apoiantes e simpatizantes&#8221; em construção com o objectivo de discutir o programa do Partido Pirata Internacional. Entre as prioridades estão &#8220;mudar a legislação das leis autorais, preservar a privacidade de dados e defender a abolição gradual do sistema de patentes&#8221;. Para já, diz o &#8220;pirata&#8221; português ao JPN, a oficialização do partido &#8220;não é uma prioridade&#8221;.</p>
<p><span id="more-105"></span></p>
<p>Recentemente, o PPP lançou um manifesto, adaptando e resumindo &#8220;documentos provenientes dos diversos partidos piratas&#8221; internacionais. O grupo dá assim o primeiro passo num percurso em que, a longo prazo, pretende obter &#8220;cada vez mais apoiantes&#8221; para obter uma &#8220;expressão cada vez maior&#8221;.</p>
<p>Esse crescimento passa também por conquistar &#8220;uma voz&#8221; presente &#8220;em locais como a Assembleia da República&#8221; e, &#8220;a muito longo prazo&#8221;, uma &#8220;participação activa&#8221; no Parlamento Europeu, como está prestes a acontecer com o homólogo sueco.</p>
<p>Segundo o responsável do PPP, o não-partido &#8220;não defende a partilha ilegal de conteúdos protegidos por direitos de autor&#8221;, mas sim a &#8220;mudança das leis actuais&#8221; relacionadas com essa matéria. Tudo &#8220;para que se encontre um modelo alternativo mais justo para cidadãos e autores&#8221;. Igualmente importante para o PPP é &#8220;respeitar e promover um sistema democrático e um Estado de Direito&#8221;.</p>
<h2>O caso sueco</h2>
<p>O Partido Pirata Sueco (&#8220;Piratpartiet&#8221;, na língua original) é um caso sério de sucesso político naquele país escandinavo. Fundado em 2006, o partido é uma força política no verdadeiro sentido da palavra, sendo virtualmente certa a eleição de pelo menos um deputado nas eleições para o Parlamento Europeu de 7 de Junho. A lista do Piratpartiet, <a href="http://www.wired.com/threatlevel/2009/03/the-pirate-part/">encabeçada por Christian Engstrom</a>, tem uma forte falange de apoio de cidadãos jovens e <a href="http://www.partidopirata.org/?q=node/86">defende</a> uma mudança de legislação que permita favorecer &#8220;a diversidade e a ausência de reservas&#8221; na internet. O exemplo sueco espalha-se agora por vários países europeus, Portugal incluído. O PPP considera o irmão sueco como um &#8220;exemplo&#8221; cujos passos pretendem seguir &#8220;de forma adaptada à nossa realidade&#8221;.</p>
<p><strong>Fonte: </strong><a title="Partido Pirata Português quer &quot;dar voz&quot; ao problema das leis autorais" href="http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/28/partido_pirata_portugues_quer_dar_voz_ao_problema_das_leis_autorais.html" target="_blank">JPN</a></p>
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